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a inevitabilidade do mundo me adoece
em vão, esqueço haver plurais
quisera reduzir-me a nada mais
ser que ser outro
busco a sorte
que a morte leve de mim o mundo
e não seja o fim.
não duvido
desengana-me esta certeza
mas a morte não tem pressa

(1990)
 
 
 
 
 

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma   2017     Sobre os Direitos Autorais