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erguida pelo horizonte
uma tenda de treva
privou-me os olhos do colorido da vida
e fui ao alto da cidade, mas fui mais alto:
fui ter com estrelas.
perdi-me entre mil damas luminosas
tatuadas nos braços de Órion
numa ciranda sem fim

sou Cosmo humano
um segundo do Cosmo ao espelho
sou Universo que versa
um verso único
me orbita a poeira de estrelas que sou
ou penso ser
penso, penso
e o Universo apenas dança em silêncio

(1993)
 
 

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma   2017     Sobre os Direitos Autorais