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Esse teu homem, às vezes anjo,
Às vezes tolo, incontinentemente teu,
Bem sabe tê-la ungido, desumano,
De um orvalho assaz danoso, e vejo
Que morria a flor dos lábios teus,
Tamanha era a crueza de seu engano.

Esse teu homem, às vezes força,
Às vezes dor, não é mais senhor do amor
Que ao fim nasceu. Vivia em culpa, aliás,
Perdido em sonhos, encantos outros, moça.
Agora, ignora a trama, não mais encena, vil ator.
Se lhe sorris, é o mundo que lhe dás.

Crê, pois, nesse teu homem, sem receio,
Quando é do seu sentir que ele te diz.
Cura a dor que te sufoca o seio.
Quer-te sua, não mais talvez, não por um triz.
Seca tuas lágrimas, pois pra sempre tu o tens.
Só terá o teu amor, de mais ninguém.

(1991)
 
 
 
 

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma   2017     Sobre os Direitos Autorais