build your own website


Medo, medo, medo.
Quantas voltas o mundo girou até chegar onde eu sou.
Quantas paragens que não chegaram a ser.
Quantos dias não viram seu fim.
Quantas noites não luaram
E sóis que não fui
Até que raiei.
Para o tempo, que eu paro de me dizer que não paro.
Não assento em coisa alguma
Que não seja esse tempo
Em que me adianto.
Nada mais adianta que ser agora.
Nada mais falta, nem o medo
Estranho, não mais
Que a pele que habito.
Há o outro, há o medo,
E há de haver amanhã cá comigo.

(2017) 

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma   2017     Sobre os Direitos Autorais