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Nada como o tempo e tê-lo vivido
Experimentar as mudanças de um alheio passado 
Desatar nós que não se sabiam dados
Acolher o abraço há muito oferecido
Descobrir-se rico sempre tendo sido
Livrar-se de pedras já sem alvo
Alvorecer o novo
Não reter o cair da areia
Páginas que viro, antes tarde.

(2015)

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma   2017     Sobre os Direitos Autorais