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Não me estorve, ó tempo, não quero mais certezas
A vida é curta o bastante para se bastar
Não vou despencar ladeira abaixo pela via alheia
Esquece-me, tempo, a um canto, que não vou te acudir
Quisera fazer deste dia só o que é: outro a se consumir
Tanta riqueza por reter, tanta vida por viver, e tão pouco tempo
Não me estorve, ó tempo, não se estenda
Eu te consumo até não mais haver
Quem haveria de me deter
Ser o saldo do que dispenso?

(2016)

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma   2017     Sobre os Direitos Autorais