Mobirise

passou-me um vento antigo
um que há muito eu dava abrigo
que o aperto triste me soprasse
pondo um riso em minha face

desfez o nó e muitos ais
mas é de vento não ter morada
mal passa e já ganha a estrada
e a chuva oculta um olhar que jaz

deixam uns amigos de então
fundas marcas de seu passar
as estradas: eis sua razão
vão-se as marcas, sem se apagar
(como as estrelas lá estão,
a despeito da luz solar)

(2012)

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma   2017     Sobre os Direitos Autorais