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Sou desta época.
Um breve instante é a vida.
Um pouco mais e não mais...
É bela a brevidade da vida.
Bela, com suas árvores passageiras,
e outras que se detêm mais e testemunham
a história, contando os séculos.
Quero a vida, sua breve taça.
O último gole é o que retém a alma do fruto.

É breve a eternidade
do tempo.
Eterno, o instante
em que nos damos conta.

(1996) 

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma   2017     Sobre os Direitos Autorais