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Um segundo
  
num segundo
me dou conta
me desfaço de toda cor
me resto
deixo à parte o todo
perco a conta
sou só eu
e eu mesmo sendo
nada sinto ser maior
ou alheio
nem quero
em mim tenho o mundo
e o mundo em mim
é
num segundo

(2000)

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma   2017     Sobre os Direitos Autorais