POESIA ALGUMA

Quando eu morrer, filha
Refugia-te na beleza
Que ela sempre dá guarida

Não te poupes de outros beijos
Que têm alto e dorido preço
As coisas boas desta vida

(e não se pode aninhar-se
nos braços de alguém
sem temer o seu despejo)

Arrisca-te à vida mesmo assim!
Ainda que mais ou menos dia
É certo ela achar o fim

E se uma lágrima rolar
Não te esforces a impedir
Levo cá doces lembranças
Pelo preço de partir

Rodrigo Vaz © Poesia Alguma 2017 - 2024

Desenvolvido por